Redação
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou nesta semana os resultados de uma análise inédita sobre suplementos de creatina comercializados no Brasil. Entre os 41 produtos avaliados, apenas uma marca foi considerada regular em todos os critérios de qualidade, segurança e rotulagem.
O levantamento, que analisou produtos de 29 fabricantes, verificou três aspectos principais: o teor de creatina, a presença de matérias estranhas e a adequação das informações no rótulo. A única amostra que atendeu a todas as exigências foi a Creatine Monohydrate – 100% Pure, da marca Athletica Nutrition, fabricada pela ADS Laboratório Nutricional Ltda.
Em relação ao teor de creatina, 40 marcas apresentaram variações dentro do limite permitido pela legislação, que aceita até 20% de diferença em relação ao declarado no rótulo. Apenas um produto foi considerado irregular neste quesito, mas a marca ainda não foi divulgada pela Anvisa, pois o caso está em processo administrativo.
No critério de presença de matérias estranhas, todas as amostras foram aprovadas. No entanto, a principal falha identificada foi na rotulagem: 40 dos 41 produtos apresentaram irregularidades. Entre os problemas mais comuns estavam alegações de propriedades não autorizadas, informações nutricionais fora do padrão e omissões como a frequência de consumo e o número de porções.
Apesar dos erros de rotulagem não representarem riscos diretos à saúde, a Anvisa destacou que essas falhas podem prejudicar a correta orientação do consumidor, podendo levar a notificações aos fabricantes.
As amostras foram coletadas entre o segundo semestre de 2024 e o início de 2025, em cinco estados — Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Paraná e Espírito Santo — regiões que concentram o maior volume de vendas de creatina no país. A análise foi realizada pelo laboratório do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Segundo a Anvisa, os resultados mostram um cenário de melhoria em relação a avaliações anteriores feitas pelo próprio setor produtivo. A agência acredita que a divulgação de problemas nos anos anteriores pode ter incentivado a autorregulação e o aprimoramento dos processos industriais.
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